Brian Darling

Publicado originalmente em Townhall.com 

Durante o encontro do G-7 na França, o presidente Donald Trump chamou sua relação com o presidente da França, Emmanuel Macron, de uma “relação especial”, apesar de “relação especial” sempre ter sido compreendida como a que os Estados Unidos e o Reino Unido desenvolveram durante a Segunda Guerra Mundial.

Parece haver uma nova oportunidade para uma relação especial entre os Estados Unidos e um emergente defensor da economia aberta e da liberdade na América do Sul – o Brasil.

A eleição de Jair Bolsonaro em outubro de 2018 para presidir a maior e mais populosa nação da América do Sul foi uma grande vitória rumo a relações comerciais e laços militares melhores com os Estados Unidos. Bolsonaro reorientou o governo para favorecer relações com os Estados Unidos em vez da China, o maior parceiro comercial do Brasil. Eu escrevi para o Townhall, em outubro passado, que a eleição de Bolsonaro levaria o país para longe da liderança corrupta do Partido dos Trabalhadores, de extrema-esquerda, e da destruição imposta por Luiz Inácio Lula da Silva, que foi presidente de 2003 a 2011 e acabou na cadeia por causa da corrupção em uma grande estatal petrolífera no Brazil. Agora que uma liderança em favor do livre mercado assumiu o controle da nação mais influente da América do Sul, outros países podem seguir o mesmo caminho caso os Estados Unidos sejam capazes de desenvolver uma relação especial que gere um crescimento econômico sem precedentes para o Brasil.

Apesar de o presidente Trump estar se aprofundando na guerra comercial entre Estados Unidos e China, ele tem aberto avenidas para o livre comércio. O presidente Trump colocou o crescimento econômico no topo da sua agenda. A gestão dele na economia resultou em mais de 6 milhões de novos empregos, um milhão deles criados apenas neste ano, ao mesmo tempo em que o desemprego está no mínimo histórico e os salários estão em alta. Algo parecido pode ser dito do novo presidente do Brasil desde a eleição no ano passado, porque a economia do Brasil está preparando uma retomada.

Ainda assim, da mesma forma que o presidente Trump está lutando contra a fortalecida ala socialista do Partido Democrata, o novo presidente pró-Ocidente do Brasil também luta contra integrantes do Partido dos Trabalhadores, de orientação socialista. Há pouco mais de 10 anos, o então presidente Barack Obama celebrou Lula, que agora cumpre pena de 12 anos na cadeia por corrupção, com a expressão “meu parceiro… eu adoro esse cara”. A luta continua e os remanescentes do partido socialista removido do poder agora estão fazendo tudo o que podem para sabotar o recém-eleito líder do Brasil.

Os Estados Unidos e o Brasil estabeleceram uma proximidade maior em suas relações militares, o que vai marginalizar a influência da Rússia e da China na região. A designação do Brasil como um aliado não-membro da OTAN, em Julho, trouxe aos Estados Unidos laços militares mais estreitos com o Brasil, e foi um desafio direto às tentativas da Rússia de aumentar seu poder na América do Sul. Tanto a China quanto a Rússia têm sido ativas em sustentar o fracassado governo de Maduro na Venezuela, e por isso é um forte contrapeso a presença de um aliado americano para encurralá-los. Além disso, o ministro da Defesa do Brasil foi recebido recentemente no Pentágono e um novo acordo de cooperação militar está sendo elaborado. Por fim, o Brasil barrou a entrada de altos oficiais venezuelanos, para evitar que novas infecções com o pensamento socialista fracassado voltem a ocorrer no país.

A aliança de países livres contra o socialismo e o controle da economia pelo Estado vai dar a outras nações das Américas do Sul e Central esperanças de que elas possam contar com melhores relações comerciais e militares com os Estados Unidos se elas ficarem longe do socialismo radical que envenenou as economias de Cuba e da Venezuela.

No aspecto econômico, há muitos sinais de que Brasil e Estados Unidos de fato querem relações comerciais mais intensas. O presidente Trump afirmou que ele pretende trabalhar em prol de um acordo de livre comércio com o Brasil que abra novos mercados para os produtos americanos. O governo brasileiro pretende enviar o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, para ser embaixador nos Estados Unidos, em um tentativa de mostrar aos Estados Unidos o quão importante essa relação é para o Brasil. O Wall Street Journal noticiou em 31 de julho: “O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, disse na quarta-feira que o país está em negociações oficiais com os Estados Unidos a respeito de um acordo comercial, num momento em que as duas maiores economias na América buscam estreitar laços”. A isso se seguiu uma reunião entre o Secretário de Comércio americano, Wilbur Ross, e o presidente Bolsonaro. Todos os sinais apontam para uma nova relação de livre comércio que vai beneficiar os consumidores e os trabalhadores do Brasil e dos Estados Unidos.

Ainda assim, há alguns na esquerda miram no presidente Bolsonaro e tentam culpá-lo pelos recentes incêndios na Amazônia. Assim como a esquerda nos Estados Unidos querem ligar a decisão do presidente Trump de sair do Acordo do Clima de Paris a cada incêndio florestal ou furacão, o mesmo está acontecendo com Bolsonaro no Brasil. A verdade é que o Brasil está enfrentando os incêndios. O ódio da esquerda pela rejeição ao socialismo naquele país é tão profundo que eles usam qualquer motivo para atacar a liderança do presidente.

A relação especial entre os Estados Unidos e o Brasil já foi estabelecida. No futuro, vai ser ótimo poder concluir que esse exemplo de aproximação trouxe mais liberdade às Américas Central e do Sul, ao passo que os países dessas regiões se afastam do socialismo e da corrupção.