Para os militantes do movimento LGBT, a pior heresia possível é a afirmação de que a sexualidade está sujeita à influência do ambiente. Mas as evidências científicas apontam que eles estão errados. Os fatores sociais têm, sim, papel importante na definição da sexualidade.

Um novo estudo de Lisa Littman, da escola de Saúde Pública da prestigiosa Universidade de Brown, joga luz sobre o tema.

A pesquisa acadêmica, publicada na revista PLOS, traz uma conclusão preocupante, que liga o aumento do número de adolescentes transgêneros a fatores sociais e psiquiátricos. Jovens que podem estar em um confusão passageira estão sendo submetidos a tratamentos hormonais radicais e cirurgias de mudança de sexo.

O estudo refere-se especificamente à “Rapid-onset gender disforia”, definida como um fenômeno “no qual o observa-se o desenvolvimento da disforia de gênero com início repentino durante a puberdade ou depois dela em um adolescente ou jovem adulto que não apresentou os sinais de disforia na infância”. A disforia de gênero ocorre quanto alguém do sexo masculino afirma se identificar com o sexo feminino e vice-versa.

Depois de entrevistar anonimamente 256 pais e mães de jovens nessas condições, ela concluiu que:

  •  62,5% desses jovens foram diagnosticados com pelo menos uma desordem mental ou disfunção de desenvolvimento neurológico antes da disforia de gênero. Em um número significativo (36,8%) dos casos, a maioria dos amigos também se identificava como transgênero.
  • A busca por isolamento (49,4%) e o distanciamento de amigos não-transgêneros (25%) são sintomas comuns nesses adolescentes.
  • 45% deles tinham comportamento de automutilação antes da manifestação da disforia de gênero.

Em um dos casos, uma garota de 14 anos e três de suas amigas se declararam transgênero um ano depois de um professor particular das quatro fazê-lo.

Em outro, uma garota traumatizada por um estupro aos 16 anos mudou de comportamento repentinamente e se anunciou transgênero alguns meses depois.

Nesse contexto, as redes sociais e grupos de amigos apresentam grande influência , especialmente sobre garotas que têm um certo grau de isolamento dos colegas.

Diz o estudo:

“A manifestação da disforia de gênero pode ocorrer no contexto de algumas desordem psiquiátricas, dificuldades de desenvolvimento ou como parte de problemas de identidade de larga escala; para esses pacientes, a transição médica pode não ser recomendável”

E mais:

“É plausível que conteúdo online possa encorajar indivíduos vulneráveis a acreditar que sintomas não-específicos e sentimentos vagos devem ser interpretados como disforia de gênero, decorrentes de uma condição transgênero”.

A pesquisa foi feita, de forma anônima, com 256 pais e mães de adolescentes com disforia de gênero. A grande maioria dos pais ouvidos (86%) se declarou a favor do casamento gay, e se disse a favor dos direitos das pessoas transgênero (88,2%). Os problemas psicológicos desses adolescentes não podem ser atribuídos ao preconceito no lar, portanto.

Governantes e legisladores brasileiros precisam levar essas informações em conta antes de ceder ao lobby de entidades transgênero e embutir temas como esses no material escolar de crianças e adolescentes. As consequências podem ser irreversíveis.